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Campanha de diagnóstico gratuito de cancro da mama

Campanha de diagnóstico gratuito de cancro da mama

21 abril 2014

 

Cerca de 250 mulheres desfavorecidas dos municípios de Maputo e Matola seleccionadas após pré -triagem feita nos centros de saúde da periferia nomeadamente: Hospitais gerais Jose Macamo, Mavalane, Chamanculo e Centro de saúde da Matola 700 vão beneficiar do diagnóstico gratuito do cancro da mama, no âmbito de uma campanha de rastreio desta doença, lançada esta segunda-feira, em Maputo, por ocasião dos festejos do dia da Mulher Moçambicana.
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O programa, promovido pela MCNet, empresa que implementa e garante a operacionalização da Janela Única Electrónica (JUE) em Moçambique, com a parceria das Alfândegas de Moçambique, Ministério da Saúde (MISAU) e a Clinicare, visa alertar, informar, diagnosticar e esclarecer às mulheres sobre todas as questões relacionadas com a prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento da doença.

O presidente do Conselho de Administração da MCNet, Rogério Samo Gudo, disse, na ocasião, que “associámo-nos a esta iniciativa no âmbito da nossa responsabilidade social empresarial, no apoio aos programas de saúde pública do MISAU, levando a cabo, em parceria com a Clinicare, uma campanha gratuita de diagnóstico do cancro da mama”.

Esta doença, conforme acrescentou Rogério Samo Gudo, “constitui uma das maiores causas de morte da mulher moçambicana, na sua maioria por falta de conhecimento em relação à manifestação da enfermidade ou por falta de condições económicas para o diagnóstico atempado, com vista a reduzir os efeitos nefastos, que resultam no sofrimento das mulheres e, consequentemente, das famílias moçambicanas”.

Com este projecto social, serão abrangidas, durante sete dias, mulheres de algumas áreas pré-definidas, com idade superior a 40 anos ou com história familiar de cancro.

Em representação do Ministério da Saúde, Cesaltina Lorenzoni, directora do Programa Nacional de Controlo do Cancro, referiu tratar-se de uma iniciativa muito importante, sobretudo porque o exame de diagnóstico será realizado através da mamografia, que consegue detectar lesões ainda no seu estado inicial.

“Um dos maiores problemas que se depara é o aparecimento de mulheres nas consultas em estágios muito avançados da doença, acarretando assim altas taxas de morbi/mortalidade e, consequentemente, maiores custos para o sistema de saúde”, frisou.

Realçou que “a histologia do cancro da mama é multifactorial, sendo factores de risco a história familiar, que constitui a maior causa deste cancro, a história reprodutiva das pacientes (menarca precoce, menopausa tardia, desbalanço hormonal), estilo de vida não saudável, nomeadamente obesidade, sedentarismo, entre outros”.

Por sua vez, Guilherme Mambo, director-geral das Alfândegas de Moçambique, considerou ser uma grande honra ver a JUE associada a uma acção que vai ter grande impacto num elemento muito importante da sociedade, que é a mulher: “Nós acreditamos que a testagem vai poder ajudar a identificar muito cedo àquelas mulheres que, eventualmente, tenham alguma indicação da doença e, tal como foi dito, poder, deste modo, seguir o tratamento”, indicou.

“A JUE já está enraizada em todo o País e queremos que o sistema de todos nós, se torne um catalisador, não só na área do desembaraço aduaneiro, mas também, em outras áreas sociais”, finalizou Guilherme Mambo.