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Económia

Económia

Após o termo do período colonial português, Moçambique apresenta uma estrutura económica caracterizada por uma assimétria entre o Norte e o Sul do País e entre o campo e a cidade, sendo o  Sul mais desenvolvido que o Norte e a cidade mais do que o campo. São marcas deixadas pelo regime colonial caracterizado pela opressão da mão de obra.

A estratégia de desenvolvimento levada a cabo  para inverter esta assimetria assentou numa económia socialista centralmente planificada. No entanto, as conjunturas regional e internacional desfavoráveis, as calamidades naturais e um conflito militar interno que durou 16 anos inviabilizaram os anseios. O endividamento externo (cerca de 5,5 biliões em 1995) obrigou o País a uma mudança radical para uma estratégia de desenvolvimento do mercado filiando-se nas Instituições de Bretton Woods e a consequente adoptação dum Programa de Ajustamento Estrutural, a partir de 1987. Desde então, o País tem estado a registar um notável crescimento económico. O Produto Interno Bruto (PIB) tem estado a crescer numa média acima de 7-8% ao ano, chegando mesmo a atingir níveis de 2 dígitos. A inflação está abaixo de 10%. A tendência é mantê-la em um dígito. Em termos monetários, Moçambique possui um dos regimes cambiais mais liberalizados de África. Os parceiros comerciais externos têm motivos suficientes para inspirarem uma grande confiança pelo País face à capacidade que as autoridades monetárias têm conseguido manter volumes adequados de meios de pagamento sobre o exterior. As reservas externas do Banco Central têm estado a situar-se acima dos seis meses de importação de bens e serviços. O país esta registado em indicadores como o do “Doing Business”, do Banco Mundial, uma subida de 15 lugares nos ultimos três anos.

O Estado, através da execução da sua política orçamental regula e dinamiza as áreas sócio-económicas mais importantes e cria através de programas levadas a cabo pelos vários sectores da economia e da Administração pública um ambiente de negócios favorável ao desenvolvimento da iniciativa do sector privado. As reformas jurídicas no âmbito da legislação financeira, fiscal, laboral, comercial e da terra levadas acabo pelo Governo contribuem significativamente para fortalecer esse bom ambiente com a respectiva atracção do investimento privado nacional e externo.

O potencial económico do País para a atracção de investimentos na agro-indústria, agricultura, turismo, pesca e mineração é enorme. Projectos como o da Mozal, Vale, Barragem de Cahora Bassa, Corredores Ferro-Portuários e Complexos Turísticos ao longo de todo o País têm contribuído significativamente para colocar Moçambique na rota dos grandes investimentos regional e internacional.

No âmbito da facilitação e melhoria do ambiente de negócios em Moçambique, através da introdução de novas tecnológicas de informação, As Alfândegas de Moçambique se propõe a reduzir os custos de realização de  negócios em Moçambique com a implementação do sistema de Janela Única Electrónica, que constitui uma ferramenta electrónica para o desembaraço aduaneiro que ira tornar o processo mais célere mediante custos reduzidos.